PCCS da Saúde em Várzea Grande: Promessas, Silêncio e Salários Abaixo do Mínimo Revoltam Servidores

PCCS da Saúde em Várzea Grande: Promessas, Silêncio e Salários Abaixo do Mínimo Revoltam Servidores


A luta por dignidade dos servidores da saúde de Várzea Grande ganhou novos contornos nesta semana. Apesar da reunião institucional entre o SIMVAG e a prefeita Flávia Moretti para tratar dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o que se vê nas bases é revolta, frustração e sensação de abandono por parte do Executivo.

O texto divulgado após o encontro fala em “alinhamento técnico” e “valorização dos servidores”, mas não apresenta nenhuma resposta concreta sobre prazos, valores, nem sobre quando — e como — os PCCS serão efetivamente pagos. Para quem depende do salário para sobreviver, discurso vazio não enche geladeira.

“Não saiu nada contundente no texto. Não diz quando vão pagar, nem qual será a conduta da prefeitura com os PCCs”, questiona Rosilene, servidora da saúde.

 

 

INFORMAÇÃO TRAVADA, RESPONSABILIDADE DILUÍDA

 O cenário nos bastidores é ainda mais preocupante. Servidores relatam que:

A Secretaria de Saúde diz que já enviou os PCCS ao Executivo;

A Procuradoria afirma que não chegou nada e que aguarda “segunda ordem”;

Mas ninguém explica: segunda ordem de quem?

Enquanto isso, os projetos ficam parados e os servidores continuam na incerteza.

Parlamentares ouvidos afirmam que, assim que os PCCS da saúde chegarem à Câmara, serão votados e aprovados, e que não é necessário impacto financeiro prévio para tramitar os projetos. Ou seja: o entrave não está no Legislativo — está no Executivo.

 

 

SALÁRIO ABAIXO DO MÍNIMO É DESRESPEITO

Em 2026, o salário mínimo é R$ 1.621,00.

Mas em Várzea Grande tem servidor da saúde ganhando:

– R$ 1.518,00 (nível médio, 40h)

– R$ 1.250,00 (nível elementar, 40h)

Isso não é só um problema administrativo.

É um problema humano.

“Em 20 anos de serviço, nunca vi isso acontecer. É humilhante”, diz Juleia Nunes Alvarenga, servidora da saúde.

 A categoria está se organizando.
E vai cobrar em voz alta.

“Vamos lotar a Câmara quando o PCCS entrar em pauta, Nós trabalhamos cuidando do povo não podemos viver com o básico negado.”, disse o servidor Naldson.

É pedido de socorro coletivo.

Uma resposta

  1. Nós servidores ajudamos a eleger a Dra Flávia, ela também disse q valorizaria a categoria, ela sabe q teve voto em massa do servidor público… nós merecemos salário digno e valorização

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS RECOMENDADOS