A Espanha solicitará na terça-feira (21) à União Europeia que “rompa” o acordo de associação com Israel, por considerar que o governo israelense “viola o direito internacional”, afirmou neste domingo (19) o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra no Oriente Médio
“Na terça-feira, o governo da Espanha levará à Europa a proposta de que a UE rompa seu acordo de associação com Israel, porque um governo que viola o direito internacional (…) não pode ser sócio da UE”, afirmou Sánchez em um comício eleitoral na região da Andaluzia.
“É simples assim”, acrescentou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Israel respondeu com seu ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, que, em uma mensagem em espanhol na rede social X, afirmou que seu país não aceitará uma “interpretação hipócrita” do governo de Sánchez, a quem acusou de “antissemitismo”.
“Não aceitaremos uma interpretação hipócrita de alguém que tem uma relação com regimes totalitários que violam os direitos humanos, como a Turquia de (Recep Tayyip) Erdogan, a Venezuela de (Nicolás) Maduro”, escreveu o chanceler israelense.
“Um governo”, prosseguiu Saar, que “recebe agradecimentos do regime brutal do Irã e de organizações terroristas, e que tem se dedicado a difundir o antissemitismo”.
O Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel entrou em vigor no ano 2000 e inclui uma cláusula que condiciona a relação ao respeito aos direitos humanos.
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, fala para a imprensa durante uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica, no dia 1º de outubro.
Francisco Seco / POOL / AFP








