Donald Trump dá entrevista à imprensa durante a cúpula do G7 na França.
Reuters/Evelyn Hockstein
O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu na quarta-feira (17) o acordo norte-americano com o Irã em seu discurso de encerramento da cúpula do G7 na França, afirmando que não queria ver uma catástrofe econômica.
“Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido”, disse Trump a repórteres.
Trump afirmou ainda que o Irã poderá ter acesso ao fundo de US$ 300 bilhões somente de “se comportar”. O acordo para acabar com a guerra prevê uma compensação financeira ao país (leia mais baixo).
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Acordo prevê compensação financeira ao Irã
O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).
➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Segundo a CNN Internacional, o acordo tem 14 pontos. Entre eles, estão:
A declaração mútua e junto de “seus aliados na guerra”, de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;
A reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou durante a guerra em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel;
Compensação financeira ao Irã, em valor não determinado: o acordo, segundo a CNN, diz que Teerã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) caso cumpra a promessa de não desenvolver armas nucleares. Nesta quarta, no entanto, Trump negou que haja esse fundo;
A derrubada de todos os tipos de sanções que hoje incidem sobre o Irã em um prazo ainda a ser determinado por ambas as partes;
A liberação de ativos e fundos iranianos que estavam congelados ou restringidos pelas sanções;
O compromisso, por parte do Irã, de que nunca produzirá armas nucleares;
O compromisso, por parte dos EUA e junto de seus “aliados regionais”, de criar um plano para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã em até 60 dias;
A permissão para que o Irã comercialize seu petróleo e produtos petroquímicos;
A emissão, pelo Departamento do Tesouro dos EUA, de isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e “todos os serviços relacionados, incluindo bancários, de seguros, transporte e similares”;
Um entendimento para um acordo final em 60 dias, incluindo a questão do programa nuclear iraniano;
O compromisso, por parte do Irã, de restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã (ligados pelo Estreito de Ormuz) aos níveis pré-guerra em até 30 dias;
Que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo final, após 60 dias.
O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias.







