Israel divulga mapa com ‘zona de segurança’ no sul do Líbano, com 10 km de distância para a fronteira do país
Forças de Defesa de Israel / Divulgação
Após desafiar o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã com um ataque ao sul do Líbano nesta quinta-feira (18), Israel fez uma nova provocação ao divulgar um mapa, mantendo a ocupação de suas tropas no território libanês, nas redes sociais.
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A imagem, segundo as Forças Armadas israelenses, mostram a Zona de Segurança que Israel deseja manter para proteger o norte do país de ataques do grupo extremista Hezbollah, com linhas vermelhas marcando uma área com distância de cerca de 10 quilômetros de sua fronteira.
“As Forças de Defesa de Israel estão posicionadas na Zona de Segurança, a cerca de 10 km dentro do território libanês, devido a requisitos operacionais. Os soldados continuarão a remover ameaças e a fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel”, afirma o comunicado.
O acordo assinado na quarta-feira pelos EUA com o Irã exige o fim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, e que as partes garantam “a integridade territorial e a soberania” do país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, vem rejeitando continuamente os apelos do presidente norte-americano, Donald Trump, para retirar suas tropas do território libanês e parar com os bombardeios.
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Duas autoridades israelenses, incluindo uma autoridade de alto escalão próxima a Netanyahu, que falaram à Reuters sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters, afirmaram nesta quinta que Israel está mantendo negociações com os EUA sobre a manutenção do destacamento de suas tropas no sul do Líbano e as descreveu como “difíceis”.
Ambos disseram que Israel não recuaria em sua posição de que suas tropas permaneceriam mobilizadas no Líbano e criticaram o acordo firmado pelos EUA, dizendo que ele não foi longe o suficiente para abordar as preocupações de Israel em relação ao programa nuclear iraniano.
Na semana passada, o presidente dos EUA admitiu pela primeira vez que havia tido uma discussão acalorada com o premiê israelense, seu aliado de longa data.
Trump chegou a afirmar que chamou Netanyahu de “louco” e não escondeu sua frustração com as ações militares de Israel na capital libanesa, Beirute, afirmando que não era necessário bombardear prédios residenciais inteiros para caçar militantes do Hezbollah.
O republicano sugeriu até que a Síria passasse a lidar com o grupo extremista: “Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”.








