
Trump diz aprovar ida de Flávio Bolsonaro aos EUA
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado aos democratas, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares.
Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou o tratamento previsto para o brasileiro à política migratória dos Estados Unidos em relação a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti.
“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê.
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Reprodução/X
Políticos democratas também publicaram críticas nas redes sociais à possibilidade de o brasileiro obter asilo nos EUA.
Em publicação na rede social Threads, o candidato democrata Isaiah Martin criticou a possibilidade de acolhimento do senador brasileiro nos Estados Unidos.
Martin chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso” e afirmou que os contribuintes americanos arcariam com os custos para proteger a família Bolsonaro e suas viagens pelo país.
“Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país”, afirmou.
Outro democrata, o deputado Joaquin Castro, também questionou a possibilidade de Flávio obter asilo nos Estados Unidos.
“Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu Castro no Threads. Na publicação, ele afirmou que o governo Trump estaria oferecendo um refúgio seguro ao senador, que é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de ter sido obrigado por decisão judicial a entregar os passaportes.
“O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em desacordo com a legislação brasileira”.
O candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), discursa após perder o segundo turno das eleições presidenciais, em Brasília, Brasil, em 25 de outubro de 2026
REUTERS/Agustin Marcarian
Manifestação de Trump e do governo americano
As manifestações ocorreram após o Departamento de Estado dos EUA informar, na terça-feira (27), que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a seus familiares, permitindo a entrada do grupo no país. Até o momento, o governo americano não informou se os documentos já foram emitidos.
Também na terça, a Reuters e o jornal “The New York Times” informaram, citando fontes anônimas, que Flávio deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos.
A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na noite de domingo, que o senador entregasse seus passaportes.
Nesta quarta-feira (28), Trump também afirmou que aprova a ida do senador aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas, o presidente disse considerar os integrantes da família “boas pessoas” e voltou a criticar a eleição presidencial brasileira de domingo (25), na qual Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Donald Trump na base aérea Andrews.
Kevin Lamarque/Reuters
Críticas ocorrem às vésperas de eleições legislativas
O Partido Democrata é o principal partido de oposição ao presidente Donald Trump, do Partido Republicano. As críticas ocorrem a menos de uma semana das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, quando os americanos vão eleger representantes para toda a Câmara e parte do Senado.
A votação é considerada importante para definir o equilíbrio de forças no Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump.








