Barco vira, e 139 morrem ao tentar ir de Djibuti para o Iêmen, uma das principais rotas migratórias do Golfo

Barco vira, e 139 morrem ao tentar ir de Djibuti para o Iêmen, uma das principais rotas migratórias do Golfo


Sobreviventes de naufrágio de barco do Djibuti que tentava chegar ao Iêmen esperam ajuda, em 10 de outubro de 2026.
Kennedy Omondi Okoth/ Organização Internacional para as Migrações via Reuters
Um barco com cidadãos do Djibuti que tentava chegar ao Iêmen naufragou, e 139 pessoas morreram, entre elas 15 crianças, segundo informou neste domingo (11) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
➡️ A rota é um dos principais corredores migratórios do mundo atualmente. Cidadãos do Djibuti e outros países africanos fazem o percurso para tentar chegar a países mais ricos do Golfo Pérsico, na busca por empregos. Para isso, arriscam passar pelo Iêmen, país em guerra civil e do qual cidadãos iemenitas tentam fugir.
Outras cerca de 84 pessoas estavam desaparecidas até a última atualização desta reportagem.
O barco, que transportava 305 pessoas, virou perto de Guhere, ao norte de Obock — uma cidade portuária em Djibuti — durante a noite de 8 para 9 de outubro, informou a OIM, citando relatos de sobreviventes.
Cerca de 82 pessoas sobreviveram ao naufrágio, segundo o comunicado.
“Essa tragédia é um forte lembrete dos perigos enfrentados pelos imigrantes ao longo desse corredor imigratório enquanto buscam oportunidades econômicas”, declarou o chefe da missão da OIM em Djibuti, Alexandre Coissac.
As autoridades de Djibuti continuavam as operações de busca e resgate até a última atualização desta reportagem, informou o comunicado da OIM.
As viagens do tipo, arriscadas, ocorrem mesmo diante da mais grave escalada nos combates no Iêmen entre as forças governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita, e os Houthis, apoiados pelo Irã, desde a trégua mediada pela ONU em 2022. ​
“Apesar da violência no Iêmen, os imigrantes continuam a empreender essas viagens perigosas na esperança de chegar aos países do Golfo”, afirmou o comunicado da OIM.
Agora no g1

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