Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede ‘cautela extrema’ aos EUA sobre Taiwan

Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede ‘cautela extrema’ aos EUA sobre Taiwan


Presidente chinês é recebido por Trump nos EUA antes de reunião oficial nesta quinta
A China pediu nesta quinta-feira (24) que os Estados Unidos tenham “cautela extrema” sobre a questão de Taiwan e qualquer venda de armas à ilha asiática horas antes de uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington D.C.
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O porta-voz Jiang Bin também afirmou, em uma entrevista coletiva regular em Pequim, que a relação militar entre EUA e China deveria ser mantida estável, saudável e sustentável.
“Deve-se enfatizar que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações entre China e EUA, e manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan é a maior questão de interesse comum dos dois países”, disse Jiang.
“Espera-se que o lado americano trate a questão de Taiwan com extrema cautela”, acrescentou.
O alerta veio apenas horas antes de reuniões bilaterais entre Trump e Xi nesta quinta-feira. Os dois líderes também farão discursos, trocarão presentes e terão um jantar de Estado no Kennedy Center, em Washington D.C. Xi Jinping faz uma visita de Estado aos EUA pela 1ª vez em quase uma década.
As declarações de Jiang também ocorreram horas após o governo de Taiwan ter agradecido aos EUA por seu apoio e dizer que mantinha as comunicações com a Casa Branca antes da cúpula entre Trump e Xi.
O alerta lembrou um outro ocorrido em maio, durante visita de Trump à China, quando Xi afirmou ao presidente norte-americano que há um risco de um “conflito” entre seus países caso a questão de Taiwan seja mal conduzida.
Embora o governo Trump tenha aprovado em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 56,9 bilhões) em armas para Taiwan, o maior já realizado, um segundo pacote, de cerca de US$ 14 bilhões (R$ 72,3 bilhões), está travado há meses.
Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências.
A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim.
Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas.
Trump vê pacote de armas a Taiwan como moeda de negociação
Xi deve pressionar Trump a interromper completamente as vendas de armas para Taiwan durante sua visita a Washington, disseram à agência de notícias Reuters fontes informadas sobre o assunto. Xi chegou a Washington na quarta-feira, antes da cúpula de quinta-feira.
Após uma reunião com Xi em Pequim, em maio, Trump disse que estava mantendo o segundo pacote em suspenso e o descreveu como uma “moeda de negociação muito boa”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, questionado por repórteres em Nova York na quarta-feira sobre as vendas de armas para Taiwan, disse que o governo precisava equilibrar necessidades mais amplas.
“Eu sei que todos estão focados em Taiwan, mas quero que vocês pensem globalmente por um momento. Se vendermos algo para vocês, não teremos mais aquilo. Agora, talvez possamos fabricar isso no futuro, mas não temos isso agora”, disse ele.
Falando a repórteres em uma entrevista coletiva regular, a porta-voz do gabinete de Taiwan, Michelle Lee, disse que o governo tem monitorado continuamente os acontecimentos em torno da reunião entre Trump e Xi.
“Em relação a todos os esforços que contribuam para estabilizar a situação regional e administrar os riscos que a expansão autoritária possa trazer, vemos isso de forma positiva e continuamos a cooperar com os EUA em vários níveis”, disse ela.
“Na verdade, continuamos mantendo contato próximo com os EUA para nos manter informados sobre os acontecimentos relevantes”, acrescentou Lee, afirmando que os EUA reiteraram diversas vezes sua posição firme e clara de apoio a Taiwan.
“Em relação ao apoio de longa data que os EUA têm oferecido ao nosso país em vários níveis, expressamos nossa gratidão.”
Taiwan
g1/Alberto Correa

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