Eleições nos EUA: democratas superam republicanos na arrecadação de fundos

Eleições nos EUA: democratas superam republicanos na arrecadação de fundos


Musk gastou US$ 276 mi desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA
Os candidatos democratas arrecadaram muito mais dinheiro do que seus rivais republicanos, por amplas margens, em disputas-chave para o Congresso dos Estados Unidos.
Apesar de uma injeção de US$ 276 milhões – equivalente a R$ 1,39 bilhão – do magnata da tecnologia Elon Musk no Partido Republicano, os números apresentados pelos candidatos à Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês), nesta quinta-feira (15), mostram uma clara vantagem para o partido de oposição.
Os Estados Unidos renovam sua Câmara de Representantes e um terço do Senado nas midterms – chamadas em português de eleições de meio de mandato -, no dia 3 de novembro.
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Eleitores de Trump não estão animados para votar nas eleições de meio de mandato, aponta Reuters/Ipsos
Em seis estados considerados decisivos para o controle do Senado – Texas, Alasca, Ohio, Maine, Michigan e Iowa – os democratas arrecadaram entre três e seis vezes mais do que seus oponentes republicanos no trimestre de julho a setembro, segundo uma análise do Punchbowl News.
O democrata James Talarico, candidato no Texas, arrecadou, por exemplo, o recorde de US$ 64 milhões (R$ 323 bilhões), contra apenas US$ 10,2 milhões (R$ 51,5 milhões) da campanha do republicano Ken Paxton, que ainda obteve uma contribuição adicional de US$ 8,5 milhões de comitês conjuntos com outros candidatos.
Os democratas também superaram os republicanos em disputas cruciais pela Câmara de Representantes, com pelo menos 47 republicanos em exercício arrecadando menos do que seus rivais democratas ou independentes, contra apenas cerca de seis titulares democratas superados em arrecadação por republicanos.
Midterms – Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA)
REUTERS/Mike Segar
O dinheiro arrecadado é usado para propagandas nos meios de comunicação tradicionais (emissoras de TV, rádios) e nas plataformas sociais durante essas últimas semanas decisivas da campanha eleitoral.
O presidente Donald Trump lançou-se em uma intensa maratona de comícios diários em todo o país para apoiar os candidatos em dificuldade.
Os democratas fizeram da arrecadação junto a pequenos doadores seu lema oficial de campanha, em especial os candidatos socialistas que concorrem em distritos-chave, como Michigan ou Nova York. Mas os números demonstram que eles também receberam generosas contribuições de grandes doadores, como ocorreu em disputas eleitorais anteriores.
A candidata democrata à Presidência em 2024, Kamala Harris, gastou US$ 1,17 bilhão (R$ 5,93 bilhão) em sua campanha de pouco mais de 100 dias, após a desistência da candidatura do então presidente Joe Biden.
Trump, que gastou US$ 255 milhões (R$ 1,28 bilhão), porém, saiu vitorioso. O cenário foi semelhante ao que ocorreu em 2016, frente à então candidata democrata Hillary Clinton, que também contou com aportes de grandes doadores.

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