Após troca de ataques a petroleiros, Irã anuncia ‘área restrita’ no Estreito de Ormuz
Sessenta países apoiaram, nesta segunda-feira (12), uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O documento foi assinado por países que são membros da União Europeia, Austrália, Japão e Reino Unido, por exemplo.
“Apoiamos as iniciativas multilaterais defensivas e não escalatórias em curso, destinadas a preservar a liberdade de navegação. Nós nos opomos a quaisquer medidas, incluindo a imposição de taxas ilegais, pedágios, restrições discriminatórias, exigências de autorização prévia ou outras condições que possam dificultar ou prejudicar a navegação legal em estreitos utilizados para navegação internacional”, diz a declaração.
Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, a cobrança de tarifas para navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada.
A primeira notícia sobre um possível pedágio saiu ainda em abril, um mês depois do início do conflito.
Em julho, ao anunciar um bloqueio militar aos portos iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que Washington passaria a cobrar 20% sobre a carga de todas as embarcações que passassem pela região, mas recuou apenas um dia depois.
Pouco depois, no mesmo mês, o governo iraniano e Omã iniciaram discussões para uma gestão compartilhada da rota marítima, por onde passam 20% de todas exportações de petróleo mundiais. No entanto, os planos não saíram do papel.
Explosão de petroleiro no Estreito de Ormuz
Embarcações perto de Ormuz.
Reuters
Apesar de Donald Trump ter afirmado recentemente que o petróleo voltou a fluir normalmente pelo Estreito de Ormuz, incidentes continuam a ocorrer na região e o tráfego de embarcações segue comprometido.
Neste sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo após atingir uma mina naval enquanto atravessava o estreito.
Os militares não informaram o nome, a bandeira ou a origem da embarcação. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos.
No dia 7, um levantamento publicado pela agência de notícias Reuters mostrou que os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o maior número semanal desde o início do conflito.
Entre 28 de setembro e 5 de outubro, fontes de segurança marítima contabilizaram pelo menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás na região.
Os registros incluem ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação contra navios. Dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, apontaram nove ocorrências no mesmo período.
Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz
Juan Silva/g1








