Museu Nacional de História Americana do Smithsonian
REUTERS/Elizabeth Frantz
O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou na sexta-feira (24) que sejam instaladas placas em frente ao Museu Nacional de História Americana do Smithsonian informando aos visitantes que algumas das exposições são “imprecisas”.
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A medida de Trump segue um relatório divulgado em 4 de julho pelo seu Conselho de Política Interna, afirmando que os líderes do Smithsonian e de seu Museu Nacional de História Americana não contam a história “de uma maneira que seja inspiradora, unificadora e digna de nossa grande república”.
Como o presidente não tem autoridade para demitir rapidamente a liderança do Smithsonian ou ordenar alterações nas exposições, sua ordem executiva concentra-se nas calçadas em frente ao museu, que são mantidas pelo Serviço Nacional de Parques.
O decreto assinado por Trump na sexta determina a instalação de placas que informam os visitantes sobre o relatório da Casa Branca e os direcionam a recursos com o que ele chama de “informações precisas sobre a história da América”.
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A ordem prevê também uma exposição temporária para “corrigir” informações que ele considera imprecisas.
Representantes do Smithsonian não quiseram comentar a ordem de Trump.
Anthea M. Hartig, diretora do museu de história americana, contestou o relatório da Casa Branca durante audiências no Congresso nesta semana.
“À medida que continuamos a verificar os fatos do relatório, afirmamos categoricamente que ele não caracteriza de forma justa ou precisa o conjunto completo de trabalhos do museu”, disse ela aos legisladores. “Sempre há espaço para melhorias. Mas também conheço a beleza, a inspiração e a competência presentes em nossas coleções, exposições e programação.”
O Smithsonian opera fora da estrutura do Poder Executivo; os diretores dos museus respondem ao secretário Lonnie Bunch, que, por sua vez, está sujeito à supervisão de um Conselho de Regentes.
Agenda conservadora
A crescente pressão de Trump para forçar mudanças no Smithsonian é a mais recente iniciativa do presidente republicano para transformar pilares culturais da sociedade — como universidades e a arte — que ele considera desconectados dos valores conservadores.
Trump chegou a nomear a si mesmo presidente do conselho do Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas com o objetivo de reformular a programação; o conselho, escolhido a dedo por ele, votou pela inclusão de seu nome no edifício, mas um juiz federal acabou ordenando a remoção das placas.
O republicano também impôs mudanças em locais históricos fora de Washington, inclusive na Filadélfia, onde sua administração obteve uma decisão judicial na semana passada permitindo a reinstalação de painéis informativos que, segundo críticos, amenizam a história da escravidão no local onde ficava a residência do presidente George Washington.
Acadêmicos e autoridades vêm manifestando preocupação, há meses, de que a versão em conformidade com a ordem de Trump possa apresentar uma narrativa histórica que minimize o sofrimento do passado da nação em favor de uma visão mais triunfalista.
Em março, Trump revelou sua intenção de impor mudanças no Smithsonian por meio de uma ordem executiva que visava cortar o financiamento de programas que promoviam “narrativas divisivas” e “ideologia imprópria”.








