Vídeos mostram bombardeios de Israel em Beirute e Tiro, no Líbano, em meio a cessar-fogo
Os ataques israelenses contra o Líbano nesta quarta-feira (8) deixaram 112 mortos e mais de 700 feridos, segundo balanço do Ministério da Saúde do país.
Descritos pelo Exército de Israel como “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o grupo extremista libanês Hezbollah, eles ocorreram na capital, Beirute, e em outros locais, principalmente no sul do Líbano (veja no vídeo acima).
Segundo comunicado das Forças de Defesa israelenses, mais de 100 centros de comando e instalações militares terroristas foram alvo e um comandante importante do grupo foi morto.
“Este é o maior ataque realizado contra a infraestrutura do Hezbollah desde o início da Operação ‘Leão Rugindo’. A maior parte da infraestrutura atingida estava localizada no coração de áreas civis, como parte do que Israel descreve como o uso de civis libaneses como escudos humanos pelo Hezbollah (…) Continuaremos atingindo a organização terrorista e utilizaremos todas as oportunidades operacionais”, afirma a mensagem.
Um homem caminha entre os escombros de um prédio no local de um ataque israelense em Tiro, Líbano, em 8 de abril de 2026
Adnan Abidi/Reuters
Horas antes dos bombardeios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia negado que o Líbano fizesse parte do acordo de cessar-fogo feito entre o Irã e os Estados Unidos, que prevê uma trégua de duas semanas.
A inclusão do país havia sido relatada pelo Paquistão, que mediou as negociações. No entanto, segundo o presidente dos EUA, a questão nunca fez parte do acordo.
“Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente os estreitos e interrompa todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região. (…) O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, afirmou o gabinete de Netanyahu em comunicado.







