Ambulâncias de organização que atende a comunidade judaica de Londres após terem sido incendiadas, em 23 de março de 2026.
Hannah McKay/ Reuters
Dois homens foram detidos nesta quarta-feira (25) em Londres como suspeitos de envolvimento no incêndio que destruiu quatro ambulâncias da comunidade judaica, ao lado de uma sinagoga, na segunda-feira, anunciou a polícia da capital britânica.
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Os homens, de 47 e 45 anos, “foram detidos na manhã de quarta-feira, 25 de março, no noroeste e no centro de Londres”, afirma um comunicado da polícia. Ambos têm nacionalidade britânica, disseram as autoridades.
Eles foram detidos como “suspeitos de incêndio provocado com a intenção de colocar vidas em perigo”, acrescentou a polícia.
O ataque, que não deixou feridos, está sendo tratado como um crime de ódio antissemita.
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As ambulâncias pertenciam à Hatzola Northwest, uma organização voluntária sem fins lucrativos que atende a população judaica em casos de emergências médicas. Golders Green, onde fica Hatzola Northwest, é um bairro de Londres com uma grande população judaica.
Vários cilindros que estavam nos veículos explodiram, causando a quebra de janelas em um bloco de apartamentos próximo, informou a brigada de incêndio de Londres.
A unidade antiterrorismo da polícia de Londres assumiu a investigação, mas até o momento o incidente não foi classificado como terrorista.
Grupo reivindicou ataque
Um grupo denominado Ashab al-Yamin publicou um vídeo em um canal do Telegram para reivindicar o ataque.
O grupo é classificado como pró-iraniano pela organização de monitoramento de grupos jihadistas SITE Intelligence Group. O Ashab al-Yamin já havia reivindicado outros ataques recentes na Bélgica e na Holanda.
O número de incidentes antissemitas relatados em todo o Reino Unido disparou desde o início da guerra entre Israel e Hamas no final de 2023, de acordo com o Community Security Trust, que trabalha para proteger a comunidade judaica. O grupo registrou 3.700 em 2025, contra 1.662 em 2022.
Em outubro de 2025, um agressor se reuniu do lado de fora de uma sinagoga em Manchester para celebrar o feriado judaico do Yom Kippur e esfaqueou uma pessoa até a morte. Outra pessoa morreu durante o ataque.








